Brasília - Em conversa ontem, por telefone, com o presidente sul-africano Jacob Zuma, a presidente Dilma Roussef demonstrou preocupação com a situação humanitária na Líbia. A presidente brasileira, de acordo com seu porta-voz, se disse ainda apreensiva com os impactos negativos para as populações civis causadas por ataques de forças ocidentais. A ação militar autorizada pelo Conselho de Segurança da ONU é capitaneada por forças dos Estados Unidos, França, Reino Unido e Itália.
Na madrugada de ontem várias explosões foram constatadas na capital líbia, Trípoli, que tem sido alvo de ataques aéreos da Otan há vários dias. A capital líbia tem sido alvo dos bombardeios da Otan desde que a Aliança tomou o controle - no dia 31 de março. O porta-voz do governo líbio, Mussa Ibrahim, disse na terça-feira que 718 civis morreram e 4.067 foram feridos nos ataques aéreos da Otan e da coalizão internacional entre 19 de março - data do início da operação militar contra o regime de Muammar Kadhafi - e 26 de maio.

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