Suicídio mata mais que assassinatos
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quarta-feira, 08 de setembro de 2004
France Presse 
Genebra - Um bom número de suicídios poderia ser evitado se os meios utilizados para pôr fim à vida não estivessem tão acessíveis, alertou nesta quarta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS), que realiza um seminário sobre o tema, em Genebra, no qual destacou que este gesto desesperado mata mais que as guerras e os assassinatos somados. ''O suicídio é um trágico problema de saúde pública global'', disse Catherine Le Gales-Camus, diretora-geral assistente da OMS para doenças não-contagiosas e mentais.
''No mundo todo, morrem mais pessoas de suicídio do que as vítimas de guerras e homicídios somadas. Há uma necessidade urgente de uma ação coordenada e intensificada para prevenir essas mortes desnecessárias'', alertou a funcionária em um comunicado.
O suicídio está na origem de quase a metade de todas as mortes violentas, com cerca de um milhão de vítimas por ano, revelou a organização, que anuncia: segundo estimativas, o número de falecimentos causados por suicídio poderá superar a cifra de 1,5 milhão até 2020. Mas as mortes poderiam ser facilmente evitadas por meio de uma vigilância maior dos métodos mais usados - pesticidas, armas e analgésicos - e de uma ação mais ampla de grupos de apoio.
De acordo com estimativas disponibilizadas pela OMS, de 10 a 20 milhões de pessoas tentam o suicídio por ano sem conseguir pôr fim à vida. Em geral, as causas principais de suicídio são pobreza, desemprego, a perda de um ente querido, discussões e problemas legais ou profissionais.


