São Paulo - Um suicida palestino atacou uma padaria em Eilat, resort no sul de Israel, ontem, matando ao menos três pessoas, de acordo com a polícia.
Foi a primeira ação suicida contra Israel desde abril último, quando um terrorista se explodiu na estação central de ônibus de Tel Aviv, matando oito pessoas.
Os grupos extremistas Jihad Islâmico e Brigadas dos Mártires de al Aqsa - grupo armado ligado ao partido Fatah, do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas - reivindicaram a autoria do atentado suicida.
Um terceiro grupo auto-intitulado Exército dos Fiéis, previamente desconhecido, também reivindicou a ação. ''A ação foi uma clara mensagem aos inimigos dos palestinos. É preciso dar fim à ocupação e à violência que machuca o povo palestino'', disse o Jihad Islâmico em um site na internet.
O grupo identificou o suicida como Mohammed Saksak, 21, da Cidade de Gaza. Após o atentado, Fawzi Barhoum, um porta-voz do Hamas - grupo extremista que controla o Parlamento palestino - afirmou que a ação é uma ''resposta natural'' às políticas de Israel na faixa de Gaza e na Cisjordânia.
O porta-voz do Fatah, Ahmad Abdul Rahman, condenou o ataque. ''Somos contra qualquer operação que alveje civis, sejam eles israelenses ou palestinos''.
Policiais cercaram a área e, de acordo com o chefe da polícia de Eilat, Bruno Stein, mais ações suicidas poderiam atingir a cidade. ''Nós acreditamos que possa haver mais suicidas em Eilat'', disse.
Segundo o prefeito de Eilat, Meir Yitzhak Halevi, as vítimas do ataque são moradores locais, e não turistas. Segundo ele, a cidade não esperava a ocorrência de um ataque deste tipo. Eilat, resort no norte do mar Vermelho, é popular entre israelenses e turistas estrangeiros.

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