JerusalémVinte pessoas morreram e 105 ficaram feridas ontem em um atentado suicida que destruiu um ônibus no oeste de Jerusalém. O atentado ocorreu, por volta das 21h20 locais (15h20 em Brasília), quando um ônibus transportava judeus ortodoxos do Muro das Lamentações para a parte antiga de Jerusalém. ''Um suicida explodiu-se no meio de um ônibus'', disse Micky Levy, chefe da polícia de Jerusalém.
O movimento radical palestino Jihad Islâmico e o Hamas assumiram a autoria do ataque. Uma fita de vídeo mostrada pelo Hamas na cidade de Hebron (Cisjordânia) mostrava um homem, que se dizia chamar Raed Abdel-Hamid Mask, alegando que cometeria um atentado suicida em represália à morte de um dos membros do seu grupo pelas forças de Israel.
Os EUA condenaram o atentado e reiteraram seu pedido para que os palestinos desmantelem as organizações terroristas. O primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas (mais conhecido como Abu Mazen), também condenou o ataque.
A explosão põe em risco o plano de paz apoiado pelo Quarteto (EUA, União Européia, ONU e Rússia), que tenta pôr fim ao conflito entre israelenses e palestinos e prevê a criação de um Estado palestino até 2005.
Fontes do governo israelense e da Autoridade Nacional Palestina (ANP) afirmaram, após o atentado, que as retiradas das tropas de Israel de quatro cidades da Cisjordânia, previstas para as próximas duas semanas, foram paralisadas.
Os principais grupos extremistas palestinos, incluindo Hamas e Jihad Islâmico, declararam, em 29 de junho, um cessar-fogo de três meses, mas alegaram que continuariam a responder às ações do Exército de Israel contra seus militantes.

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