A Suíça colabora estreitamente com o Peru no caso do ex-chefe dos serviços de segurança peruanos, Vladimiro Montesinos, preso no domingo em Caracas, e para isto entregou vários documentos, no domingo, sobre suas contas bloqueadas em bancos suíços. No total, a Confederação bloqueou pelo menos 105 milhões de dólares em vários processos relacionados a Montesinos e outros peruanos envolvidos neste caso. A Justiça peruana enviou quatro pedidos de ajuda para a Suíça.
O caso Montesinos explodiu na Suíça em setembro de 2000, depois que a filial suíça do Crédito Agrícola Indosuez informou ao Gabinete suíço de luta contra a lavagem de dinheiro sobre a existência suspeita de dois milhões de dólares em uma conta pertencente ao ex-assesor presidencial.
Durante o processo por lavagem de dinheiro, a juíza de Zurique Cornelia Cova confiscou 70 milhões de dólares das contas pessoais de Montesinos.
Em abril, a Justiça suíça entregou ao Peru os documentos dessas contas.
A mesma juíza Cova iniciou em meados de abril um processo similar contra outras pessoas relacionadas com o caso Montesinos e bloqueou outras contas em Genebra e Zurique, que chegam a um valor 10 milhões de dólares, relacionadas a um deputado do Congresso peruano, outros 10 milhões de uma pessoa da equipe de Montesinos e mais 15 milhões de um general peruano. Segundo algumas fontes essas três pessoas são o ex-primeiro-ministro Victor Joy Way, um homem chamado Garrido, ligado a Montesinos, e o general Nicolás de Bari Hermoza.

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