Em um discurso que encerrou oficialmente seu sexto mandato e inaugurou a Assembléia Consultiva do Povo, o presidente Suharto atribuiu ‘‘as graves preocupações’’ indonésias de 1997 à conjuntura econômica mundial e às forças da natureza.
Suharto, que será reeleito em 10 de março próximo para um sétimo mandato de cinco anos, fez o balanço da ação de seu governo durante o último quinquênio, antes de encerrar as funções de seu governo, encarregado de resolver os assuntos pendentes até ser formado o novo governo.
Durante mais de uma hora, o presidente, de 76 anos, leu seu discurso com voz firme ante a Assembléia Consultiva, que voltará a nomeá-lo presidente.
Segundo Suharto, a queda da rúpia, moeda nacional, que em seis meses se desvalorizou em mais de 70% em relação ao dólar, foi a razão essencial da crise em que a Indonésia está consumida, o que não foi culpa do governo.
Ao contrário, a desvalorização vertiginosa da moeda foi a consequência, disse Suharto, ‘‘muito mais grave que o previsto, da globalização da economia mundial’’.
Falando sempre na primeira pessoa, Suharto afastou qualquer dúvida sobre uma eventual intenção de se retirar do poder a curto prazo, nem mesmo nomeando um sucessor.

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