Suharto diz não ser culpado pela crise indonésia
PUBLICAÇÃO
domingo, 01 de março de 1998
France Presse 
Em um discurso que encerrou oficialmente seu sexto mandato e inaugurou a Assembléia Consultiva do Povo, o presidente Suharto atribuiu as graves preocupações indonésias de 1997 à conjuntura econômica mundial e às forças da natureza.
Suharto, que será reeleito em 10 de março próximo para um sétimo mandato de cinco anos, fez o balanço da ação de seu governo durante o último quinquênio, antes de encerrar as funções de seu governo, encarregado de resolver os assuntos pendentes até ser formado o novo governo.
Durante mais de uma hora, o presidente, de 76 anos, leu seu discurso com voz firme ante a Assembléia Consultiva, que voltará a nomeá-lo presidente.
Segundo Suharto, a queda da rúpia, moeda nacional, que em seis meses se desvalorizou em mais de 70% em relação ao dólar, foi a razão essencial da crise em que a Indonésia está consumida, o que não foi culpa do governo.
Ao contrário, a desvalorização vertiginosa da moeda foi a consequência, disse Suharto, muito mais grave que o previsto, da globalização da economia mundial.
Falando sempre na primeira pessoa, Suharto afastou qualquer dúvida sobre uma eventual intenção de se retirar do poder a curto prazo, nem mesmo nomeando um sucessor.


