Sugerida força de paz para a Costa do Marfim
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sábado, 28 de setembro de 2002
Agência EFE 
ParisO presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, quer que, no encontro da Comunidade dos Estados da África Ocidental (Cedeao) que será realizado hoje, em Acra, a capital de Gana, seja decidida a criação de uma força de paz para ''impedir os confrontos e ajudar a restabelecer o diálogo'' na Costa do Marfim.
Em entrevista publicada ontem pelo jornal ''Le Parisien'', Wade não descartou que durante a reunião do grupo, que ele preside, se reúnam os presidentes da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, e de Burkina Fasso, Blaise Campaoré, que foi acusado de estar por trás da rebelião. Wade destacou sua intenção de que os participantes da reunião de Acra cheguem a um acordo para criar ''uma força de paz e de bons ofícios''. ''Não queremos falar de força de interposição, como se fosse um problema entre dois Estados. Nosso papel não é utilizar a força para impor a paz, mas ajudar a retomar o diálogo'', afirmou.
Essa força africana, de entre 3.000 e 4.000 soldados, teria que contar com assistência logística francesa e, ''talvez, com uma contribuição norte-americana para o transporte de tropas. Cada país colaboraria com entre 150 e 700 homens'', explicou.
''É uma grande novidade: a força substituiria os soldados franceses e norte-americanos já presentes na Costa do Marfim'', disse Wade.
As tropas francesas retiraram de Bouaké cidade ocupada pelos rebeldes aproximadamente 1.200 moradores estrangeiros, entre eles cerca de 600 franceses e 170 crianças norte-americanas, canadenses e holandesas.


