O Sudão, um dos países mais importantes da África, parece envolvido no conflito da República Democrática do Congo, ao lado das forças do presidente Laurent-Desiré Kabila, apoiadas por Angola, Zimbabue e Namíbia. A rebelião, que conta com o apoio de Uganda e Ruanda, acusou terça-feira o governo de Cartum de ter enviado 2 mil soldados sudaneses a Kundi (leste da RD do Congo), onde as forças congolesas e seus aliados angolanos, zimbabuenses e namíbios instalaram seu estado maior.
Ontem, o chefe da diplomacia sudanesa Mustafá Osman Ismail, que está no Egito participando do encontro da Liga Árabe, reconheceu que seu país apoiava Kabila, dando um amparo de ‘‘caráter político’’. Ele não desmentiu claramente o apoio militar denunciado pela rebelião. Quando perguntado se era verdade que teria enviado 2 mil soldados a Kindu, como afirma a rebelião, Ismail disse: ‘‘Antes de responder esta pergunta, quero fazer outra: Kabila é, sim ou não, presidente legítimo da RDC? A resposta é sim’’.
O presidente de Uganda, Yoweri Museveni, também declarou diante do parlamento de seu país que as forças ugandesas se encontram na RD Congo, mas que pelo momento não estavam participando nos combates. Museveni não descartou que estas tropas possam estar envolvidas no conflito. ‘‘Estamos presentes no Congo essencialmente por razões de segurança. Ainda não participamos dos combates. Simplesmente observamos, mas se nos envolvermos no futuro será porque a região fracassou em garantir nossa segurança’’, declarou Yoweri Museveni.

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