CartumO governo sudanês anunciou ontem sua retirada das negociações de paz com os rebeldes do sul e ordenou a mobilização de todas as Forças Armadas, um dia depois de um importante revés militar em Torit, segunda cidade mais importante do sul do país. ''A delegação sudanesa suspendeu as negociações já que o ambiente criado pelas últimas operações militares e a ocupação da cidade de Torit são incompatíveis com o processo de paz'', declarou à imprensa o chefe da diplomacia sudanesa, Mustafa Osman Ismail, que está visitando o Cairo.
Em Cartum, a rádio nacional anunciou que as negociações realizadas desde 12 de agosto em Machakos (Quênia) se tornaram ''inúteis'' depois que os rebeldes do Exército de Libertação dos Povos do Sudão (SPLA) se apoderaram de Torit.
O SPLA, que está presente em pelo menos cinco frentes (centro, sudeste, sudoeste, leste e nordeste) firmou no dia 20 de julho, no Quênia, com o governo de Cartum um protocolo de acordo de paz, que oferecia um período de autonomia de seis anos no sul, que se encerraria com um referendo sobre sua permanência no país.
Novas negociações haviam começado no dia 12 de agosto com o objetivo de alcançar um cessar-fogo e fixar a divisão de poderes e riquezas, sobretudo as petroleiras.

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