Cidade do Vaticano - A doença do Papa João Paulo II, internado de urgência na terça-feira pelas complicações de uma gripe, reacendeu ontem as especulações sobre os seus possíveis sucessores. Apesar das declarações tranquilizantes do Vaticano, a preocupação no mundo com as condições do Papa aumentaram. João Paulo II tem 84 anos e sofre do Mal de Parkison.
Os colaboradores do Pontífice garantem a gestão da Igreja durante a internação, mas muitos observadores se perguntam quais podem ser os prelados candidatos à sucessão do primeiro Papa polonês da história da cristandade.
A imprensa italiana cita como prelados possíveis para o cargo, dois cardeais latino-americanos, o colombiano Darío Castrillón Hoyos, 75 anos, prefeito da congregação para o clero, e o hondurenho Oscar Rodriguez Madariaga, 62, arcebispo de Tegucigalpa.
Autor de vários livros sobre a Santa Sé, Marco Politi destaca que os nomes mais cotados vêm do continente mais católico do planeta e possuem todas as características para chegar ao trono de Pedro, graças a capacidade que demonstram ter para governar um mundo em constante mudança.
Entre os candidatos possíveis há ainda personalidades importantes, entre eles cinco italianos: Giovanni Battista Re, 71 anos, atual prefeito da Congregação para os Bispos e que durante anos foi vice-secretário de Estado do Vaticano, Dionigi Tettamanzi (Milão), 70 anos, Angelo Scola (Veneza), 63 anos, Tarciso Bertone (Gênova) 70 anos, e Angelo Sodano, 77 anos, secretário de Estado e número dois da Santa Sé há 14 anos.
Outro candidato bem colocado é o cardeal negro Francis Arinze, 72 anos, prefeito da Congregação para o Culto Divino. Há ainda candidatos menos conhecidos pela imprensa internacional, como o arcebispo de Viena, o cardeal Christoph Schönborn, 60 anos, e o cardeal da Índia, Telesphore Placidus Toppo, arcebispo de Ranchi, 65 anos. Atualmente o Sacro Colégio é formado por 120 cardeais de menos de 80 anos, limite de idade para eleger um novo Papa.
Os prelados estão divididos assim: 59 europeus, 14 americanos, 22 latino-americanos, 12 africanos, 11 asiáticos e 2 da Oceania. Segundo as regras fixadas por Paulo VI, o número de eleitores deve ser de 120. Mas o colégio dos cardeais convocado para designar o sucessor de João Paulo II possui 119 membros em vez de 120, já que um cardeal polonês, Henryk Gulbinowicz, reconheceu ter modificado sua idade de nascimento e ter na realidade 81 anos, destacou uma fonte do Vaticano.

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