Subcomandante Marcos aponta 'agressão militar'
Ansa
Da Cidade do México
O subcomandante Marcos, porta-voz e mais notório líder da guerrilha zapatista, denunciou a agressão militar contra as forças rebeldes em um de seus bastiões, recém-ocupado pelo exército mexicano.
Marcos expressou que esta nova ação militar busca calar e separar dos principais movimentos de resistência que existem atualmente no México o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), que pegou em armas em 1º de janeiro de 1994 exigindo democracia, justiça e liberdade.
Os zapatistas se aliaram a membros do sindicato de eletricistas, que rechaçam a privatização do setor; a professores que efetuaram mobilizações por diversas reivindicações e a estudantes da principal universidade do país, a Universidade Nacional Autônoma do México, que mantêm uma greve há quase quatro meses.
Não é a primeira vez que os golpes buscam nos fazer guardar silêncio e fracassam, expôs Marcos ao fechar o Encontro Nacional em Defesa do Patrimônio Nacional, celebrado em La Realidad, perto da fronteira com a Guatemala, um dos principais baluartes rebeldes.
A reunião foi convocada para rechaçar uma nova iniciativa de lei sobre patrimônio cultural à qual se opõe um amplo setor, principalmente da comunidade intelectual e acadêmica.
O governo segue adiante com sua guerra contra os povoados zapatistas e, ao nos atacar, sabe que ataca a memória, por isso sua crueldade e prepotência, disse Marcos.
Um contingente do exército integrado por 550 homens ocupou quinta-feira a comunidade de Amador Hernández, município de Ocosingo, perto da reserva de Montes Azules.
O motivo, segundo porta-vozes militares, é proteger as obras rodoviárias que se realizam na região, ou seja, uma das ramificações da Rodovia Transelvática para comunicar a região.





