São Paulo - A União Europeia (UE) pediu ontem uma investigação internacional e independente sobre possíveis violações de direitos humanos nos confrontos entre o Exército do Sri Lanka e a guerrilha separatista tâmil. Os conflitos, que deixaram cerca de 7.000 mortos, foram encerrados ontem com o anúncio do governo cingalês de vitória sobre os guerrilheiros dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil.
  Segundo dados da ONU (Organização das Nações Unidas), 7.000 civis foram mortos e 16.700 feridos em combate de 20 de janeiro a 7 de maio últimos, que incluíram três ataques em 11 dias ao único hospital da região.
  Após o anúncio de vitória do Exército, os ministros de Relações Exteriores da UE aprovaram um texto que pede a abertura de uma ‘‘investigação independente’’ por possível violação do direito humanitário durante o conflito.
  ‘‘Os responsáveis devem ser levados à Justiça’’, disseram os ministros do bloco, que também criticaram a guerrilha por usar civis ‘‘como escudos humanos’’ e por recrutá-los à força para lutar.
  Segundo várias fontes, a investigação sobre o elevado número de vítimas nos combates deve ser internacional. A UE quer ainda que o governo de Colombo ajude a ONU a aliviar a grave crise humanitária que atinge a região onde ocorreram os combates.
  O Exército cingalês diz ter libertado os últimos 72 mil civis presos na zona de guerra. ‘‘Há dezenas de milhares de pessoas em uma situação desesperadora’’, disse o ministro sueco de Relações Exteriores, Carl Bildt. Outra exigência do bloco é que, para consolidar a paz no Sri Lanka, o Executivo inicie um processo político que atenda as preocupações de todas as comunidades que integram o país -incluindo a minoria tâmil.

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