SPD anuncia apoio à união monetária e econômica da Europa
O Partido Social-Democrata (SPD) apóia firmemente os esforços do governo para a concretização da união monetária e econômica da Europa, declarou ontem em Bonn o líder social-democrata Rudolf Scharping, numa tentativa de desfazer dúvidas provocadas pelo primeiro pronunciamento de Gerard Schroeder como candidato da agremiação à chefia do governo alemão nas eleições de 27 de setembro.
Schroeder ganhou o direito de disputar a chancelaria alemã com o democrata- cristão Helmut Kohl ao vencer no domingo as eleições para governador do Estado da Baixa Saxônia por 47,9% dos votos. Ele disse que convocaria uma reunião de sábios alemães para debater os riscos do euro - moeda única que será adotada em 1999. Isso não significa rejeição, até mesmo porque a decisão política sobre a nova moeda é antiga, justificou Scharping. O objetivo de nosso partido é proteger os consumidores e assegurar a estabilidade monetária.
Em seu esforço para enfrentar o imbatível Kohl, Schroeder procurou distanciar-se do euro. Sua vitória eleitoral acabou provocando um clima de apreensão em governos europeus comprometidos com os rigores econômicos impostos pelo cronograma do euro. A estratégia de Schroeder para conquistar o poder é bem mais ampla, revelam dirigentes do SPD. Ele deverá apresentar um plano mesclado de preceitos conservadores e doutrinas social-democratas.
O jornal Bild publicou um esboço. Em linhas gerais, o programa propõe uma reforma do sistema tributário, que incluiria redução da taxa mínima do imposto de renda de 25,9% para 15%; e a máxima de 53% para 49%. Para atrair votos do Partido Democrata Cristão (CDU, de Kohl), o documento prevê uma enérgica política de segurança para manutenção da lei e da ordem.





