SP pode receber centro espacial
O Centro de Educação Espacial Space Camp, dos Estados Unidos, está negociando sua vinda para São José dos Campos, a 90 quilômetros de São Paulo. Isto colocará a cidade na condição de um dos mais completos pólos de formação técnico-científica da América do Sul. O trabalho da fundação visa despertar vocações em jovens para essa área. Neste contexto, há um treinamento destinado a astronautas mirins, no qual as crianças terão contato direto com o astronauta brasileiro, o capitão Marcos César Pontes.
No dia 15, o presidente da entidade, Mike Gillespie, esteve no Brasil e assinou uma carta de intenções estabelecendo um vínculo de cooperação com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Durante a visita o dirigente do Space Camp visitou vários locais e iniciou os estudos para a construção de um núcleo no município. A unidade brasileira poderá iniciar sua instalação em dois anos, comentou o vice-prefeito, Ednardo de Paula Santos.
As autoridades locais acreditam que esse possa ser o primeiro passo para um ambicioso projeto de transformar São José dos Campos num dos principais pólos de formação de astronautas e profissionais destinados a área espacial da América Latina, além de uma referência mundial em educação espacial. A colaboração do Inpe e o Centro Técnico da Aeronáutica (CTA) são consideradas fundamentais neste processo, que englobará também as empresas do pólo aeroespacial.
Desde abril há entendimentos entre o Inpe, prefeitura e a direção do Space Camp. Um protocolo de intenções foi assinado em Huntsville, nos Estados Unidos, pelas três partes. A expectativa é ter no prazo máximo de cinco anos a escola funcionando no Vale do Paraíba. O estudante poderá, entre múltiplas atividades, participar de programas educativos sob coordenação do astronauta brasileiro.
Tanto o Inpe como a prefeitura aguardam que o parque espacial atraia o interesse da iniciativa privada, já que o turismo tecnológico é uma das principais vertentes econômicas do Space Camp. Segundo o chefe de gabinete do Inpe, Celso Ribeiro, empresas como a Boeing, Gold Star, Fundação McDonnell Douglas, IBM e Coca-Cola colaboram no projeto norte-americano. Poderemos enviar em julho dois estudantes e um professor para serem treinados nos Estados Unidos, comentou.
As atividades educativas do Space Camp são desenvolvidas dentro de um parque temático. Nas três unidades existentes nos Estados Unidos há exemplares em tamanho real do ônibus espacial, foguetes e centrais de controle e comando. A fundação mantenedora da entidade tem ainda centros no Canadá, Itália, Japão, Bélgica, Alemanha e Turquia. As duas últimas em fase de instalação, além da Coréia do Sul que está em negociação.Arquivo FolhaO capitão Pontes, o primeiro astronauta brasileiroJúlio Ottoboni
Agência Estado





