São Paulo - O governo do Sudão confirmou ontem que mais de 60 operários morreram no desabamento de uma mina de ouro na região de Darfur, no oeste do país, na última segunda. As autoridades dizem que ainda não conseguiram resgatar nenhum dos corpos.
Segundo Harum al Hussein, governador da região de Al Sarif, onde fica a mina, as equipes de resgate usam instrumentos tradicionais, como enxadas e pás, para vasculhar a região, já que há risco de que a terra que está por cima dos corpos afunde com o uso de máquinas.
O método deixou o processo de resgate mais lento. Os socorristas estimam que os restos mortais das vítimas do soterramento estejam a 40 metros de profundidade. Embora o governo tenha apresentado uma estimativa, ainda não se sabe quantas pessoas estavam na jazida, que funcionava de forma ilegal.
Hussein afirmou que o local havia sido fechado pelo governo em janeiro, após conflito intenso entre duas tribos que disputaram a região que deixou dezenas de mortos e a saída de milhares de refugiados. Em uma das ações, em fevereiro, 60 pessoas morreram e 80 ficaram feridas em disputas entre os grupos.
A região de Darfur passa por intensa guerra civil nos últimos anos entre as tribos Al Bani Hussein e Al Reziqat, que estão entre os grupos que disputam recursos naturais. Devido ao conflito, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou o envio de tropas de paz, que patrulham a região.

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