São Paulo- Equipes de resgate encontraram sinais de vida sob a terra que recobriu o vilarejo de Guinsaugon, nas Filipinas, e continuaram a escavar em busca de sobreviventes, apesar de a última pessoa com vida ter sido resgatada na sexta-feira passada. Soldados dos EUA e da Malásia relataram sons sob a terra, indicando que poderia haver pessoas soterradas tentando se comunicar com as equipes.
A ilha Leyte teve um deslizamento de terra na sexta-feira, após uma quantidade de chuvas maior do que a média para a época. Guinsaugon desapareceu sob a lama, e duas outras vilas foram afetadas.
Os esforços de resgate concentram-se nas cercanias da escola de ensino fundamental do lugar, onde havia entre 250 e 300 pessoas. Há relatos não confirmados de que mensagens de texto teriam sido enviadas por celulares de pessoas presentes na escola após o deslizamento de terra.
Calcula-se que a escola tenha ficado sob até 35 metros de terra. A escavação é realizada em dois locais: onde ficava a escola e onde ela pode ter ido parar com o deslizamento - a 200 metros de distância. Foram utilizados cães de busca e sensores sísmicos para procurar sobreviventes.
Richard Neikirk, da equipe americana, tentava descobrir a origem das vibrações: ''Quanto mais fundo íamos, mas fortes ficavam os sinais'' sob uma grande rocha desprendida da montanha.
Um porta-voz do Exército dos EUA desmentiu que ontem tivessem sido resgatadas pessoas vivas sob as rochas e a lama.
Um membro da equipe malasiana disse que detectou com seus equipamentos um som semelhante a batidas.
Rosette Lerias, governadora da Província de Leyte do Sul, comentou os sinais de vida: ''Para mim é razão mais do que suficiente para sorrir e ficar feliz''. Segundo Lerias, foram confirmadas 82 mortes e 928 pessoas estavam desaparecidas. Autoridades filipinas falavam em até 1.800 mortos.
Os números oficiais de sobreviventes também divergem - variavam hoje entre 20 e 57.

mockup