O triunfo do Breitling Orbiter III pôs fim cruelmente, ontem, ao sonho de Richard Branson de entrar para a história como um aeronauta vitorioso, mas o famoso milionário britânico prepara outros projetos para que se continue falando dele. Depois de quatro tentativas fracassadas, o dono do grupo Virgin teve de inclinar-se ante o suíço Bertrand Piccard e seu compatriota Brian Jones. ‘‘Fizeram uma viagem fantástica’’, declarou à televisão Sky News, ao mesmo tempo em que anunciou que hoje festejará a façanha com a tripulação em Genebra.
‘‘Felizmente, restam ainda muitos desafios’’, adiantou, embora acrescentando ser muito pouco provável uma nova tentativa de volta ao mundo sem escalas em um balão.
A busca da última grande façanha da história da aeronáutica neste milênio se tornou uma obsessão nos últimos anos para Richard Branson, preocupado em apresentar a imagem de um empresário aventureiro. O projeto era também um instrumento chave da estratégia de promoção de seu grupo empresarial.
Mas Branson continua sem contentar-se com seus negócios financeiros: umas 200 empresas, avaliadas em mais de 1 bilhão de libras esterlinas, onde se incluem tanto uma companhia aérea - a mais rentável do grupo - como ferrovias, bebidas, livrarias, lojas de discos, cinemas e aposentadorias complementares.
Seu próximo plano aventureiro é uma corrida de balões, patrocinada pelo grupo Virgin.

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