Solução pacífica para a crise política
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terça-feira, 11 de fevereiro de 1997
Reuter, de Quito 
France PresseProtestoFalando à imprensa, em sua casa, em Quaiaquill, Abdalá Bucaram afirma que vai lutar para recuperar a presidênciaHoras antes da sessão do Congresso, que se realizou ontem à noite e que escolheria um presidente interino para o Equador, a presidente em exercício, Rosalía Arteaga, pediu aos deputados que a recebessem e anunciou que estava disposta a acatar as decisões do Parlamento, quaisquer que fossem elas.
O anúncio constituiu-se num recuo de Rosalía. Na véspera, ela afirmara que não deixaria o poder e travara uma guerra de declarações com o ex-presidente do Parlamento Fabián Alarcón.
Os dois exibiam argumentos jurídicos que dariam a eles o direito de assumir a chefia do Estado. A reunião dos 82 membros do Congresso unicameral do país estava marcada para começar às 19 horas de ontem (horário de Brasília), mas a votação do plenário não tinha horário para se realizar.
Rosalía declarava-se no direito de manter a presidência por causa de sua condição de vice de Abdalá Bucaram - o presidente repentinamente destituído pelo Congresso na semana passada por incapacidade mental para governar.
A resolução que destituiu Bucaram, porém, havia nomeado Alarcón como presidente interino.
Depois de um acordo, intermediado pelas Forças Armadas, Rosalía assumiu a presidência no domingo e deveria deixar o cargo para que Alarcón, após a designação do Congresso, a substituísse. Por esse acordo, caberia a ele a tarefa de permanecer no Palácio de Carondelet até agosto de 1998.
Na segunda-feira, porém, Rosalía anunciou que não sairia da presidência antes de promover reformas constitucionais.
Inconformado com a sua destituição, após uma maciça greve geral de protesto contra a política econômica do governo, Abdalá Bucaram anunciou ontem que iniciará uma série de viagens ao exterior em busca de apoio para recuperar o poder.
Vou a Washington ainda esta semana; na semana que vem, irei ao Brasil, à Argentina, a outros países da América Latina e à ONU para denunciar a conspiração de que fui vítima.


