São Paulo - Autoridades israelenses afirmaram, no final da tarde de ontem, que mais de 60% dos 8.500 colonos israelenses já deixaram ou foram retirados dos 21 assentamentos de Gaza e de outros quatro da Cisjordânia a serem esvaziados pelo plano de retirada. De acordo com Israel, a ação está acontecendo mais rápido que o esperado e deve terminar em dois dias.
Já são nove os assentamentos desocupados desde o início da retirada, na segunda-feira. Na faixa de Gaza, Bedolach (220 pessoas), Dugit (70 pessoas), Nissanit (1.200 pessoas), Peat Sadeh (110 pessoas), Tal Katifa (cem pessoas), Kerem Atzmona (500 pessoas) e Morag (37 famílias) foram deixadas pelos colonos. Ganim (40 famílias) e Kadim (40 famílias), na Cisjordânia, também já estão desocupadas. Até a próxima semana, as Forças Armadas planejam desocupar todas as colônias, e iniciar o processo de demolição.
Soldados retiraram colonos que gritavam ou choravam de casas e sinagogas, colocando em prática o plano de retirada elaborado pelo premiê israelense Ariel Sharon, após 38 anos de ocupação dos territórios palestinos. Mais de 50 mil soldados e policiais foram mobilizados para a ação.
Na Cisjordânia, um colono judeu matou três palestinos e feriu outros dois após se apossar da arma de um policial israelense e abrir fogo contra um grupo de palestinos, na área industrial do assentamento de Shiloh. Asher Weisgan, 38 anos, motorista de Shvut Rahel, na Cisjordânia, transportava trabalhadores palestinos todos os dias para a área industrial.
Na tarde de ontem, ele buscou os trabalhadores para levá-los para casa e parou no caminho, supostamente para pedir um copo de água a um agente de segurança. Ele então se apossou da arma do guarda e matou dois palestinos que estavam dentro de seu veículo. Em seguida, correu em direção à área industrial, onde matou um terceiro trabalhador e feriu outros dois.
O primeiro-ministro Ariel Sharon pediu aos colonos ontem para que não ataquem os soldados e a polícia que participam da retirada.

mockup