Tashkent- Os confrontos em Andijan, no leste do Uzbequistão, deixaram mais de 30 mortos e mais de 100 feridos, entre eles nove soldados, declarou ontem o presidente uzbeque Islam Karimov.
Durante o primeiro ataque contra uma guarnição, nove soldados foram mortos, disse Karimov, que não forneceu um balanço geral durante entrevista à imprensa.
Na praça em frente à administração regional, morreram várias pessoas, entreelas homens de uniforme e civis, explicou. Uma dezena de criminosos foi morta, insistiu Karimov, acrescentando que o número de feridos dos dois lados girava em torno 100.
''Os planos foram colocados em prática pelas mesmas pessoas que organizaram os acontecimentos em Osh'', disse Karimov, referindo-se à cidade no sudeste do Quirguistão, que foi o epicentro de uma rebelião que resultou na queda do governo em março.
''O centro de planejamento está no sudeste do Quirguistão e no território do Vale Ferghana'', disse.
''De acordo com as nossas informações, existe uma ligação com Hizb ut-Tahrir'', afirmou, fazendo referência à organização que busca criar um estado islâmico reunindo ex-repúblicas soviéticas na Ásia Central. ''Existe uma ligação na preparação e apoio de parte do movimento'', disse.
Entre 60 e 100 insurgentes tomaram de assalto na madrugada de sexta-feira uma guarnição e uma prisão de segurança máxima antes de invadirem o prédio da Administração Central.
Milhares de pessoas se uniram ao ato, exigindo reformas econômicas, mais democracia e a renúncia do presidente Islam Karimov. Os soldados dispersaram a multidão a tiros.
Trata-se de uma das mais graves crises já enfrentadas pelo presidente uzbeque, que desde 1991 dirige com mão-de-ferro este país da Ásia Central, rico em gás e onde existe uma base militar americana.
O presidente do Uzbequistão, Islam Karimov, culpou grupos extremistas islamitas da região, que também teriam atuado no estado vizinho do Quirguistão.

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