Soldados americanos foram torturados e mortos no Iraque
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terça-feira, 20 de junho de 2006
Folhapress 
São Paulo - Os dois soldados americanos capturados por insurgentes no Iraque na última sexta foram encontrados mortos na segunda-feira, perto de Bagdá, com sinais de tortura. Segundo comunicado supostamente assinado por terroristas, o novo líder da Al-Qaeda no país, Abu Hamza al Muhajir, cortou suas cabeças pessoalmente.
O porta-voz do Exército dos EUA, William Caldwell, não confirmou a causa das mortes, mas, de acordo com o ministro da Defesa iraquiana, major general Abdul Aziz Mohammed, os corpos apresentavam marcas de ''barbárie''.
Um comunicado colocado em um site islâmico, assinado pelo grupo Conselho dos Guerreiros Sagrados, diz que o líder da Al-Qaeda executou o crime, e ''Deus todo poderoso abençoou o líder Muhajir''.
Foi o primeiro ato atribuído ao novo líder desde que ele assumiu o posto após a morte do terrorista Abu Musab al Zarqawi , há duas semanas. A autenticidade do comunicado não pôde ser comprovada. O grupo que o teria postado é o mesmo que, na segunda-feira, dissera que estava com os soldados.
Os corpos de Thomas Lowell Tucker, 25 anos, e Kristian Menchaca, 23, foram encontrados jogados ontem à noite, em Yusufiya, ao sul de Bagdá mesma região em que foram sequestrados.
Para alcançá-los, foi preciso desarmar bombas deixadas à sua volta. A busca mobilizou oito mil militares.
O Exército dos EUA afirma que, no dia do sequestro, um ataque aéreo havia matado horas antes, na mesma região, um alto líder religioso da Al-Qaeda no país. O sequestro pode ter sido uma retaliação.
Ontem, bombas explodiram em Bagdá, matando ao menos nove pessoas. As tropas dos EUA mataram 15 homens que, segundo elas, os atacaram.
Foi anunciado ontem, pelo chanceler Hoshiyar Zebari, que a Província de Maysana, no sul do país, de maioria árabe-xiita, será a próxima área cujo controle passará das tropas da coalizão para as forças iraquianas. Não foi mencionada uma data.
Na segunda-feira, já havia sido divulgado que as tropas do país assumirão a responsabilidade pela Província de Muthana, também no sul, em julho. A transferência das atribuições é essencial para que a coalizão possa deixar o Iraque.


