France PresseAhmed: nenhuma explicação para o assassinato que chocou o mundoAMÃ - Investigadores militares começaram a interrogar ontem o soldado jordaniano que matou a tiros anteontem sete estudantes israelenses e feriu outras cinco e uma professora. O ministro da Informação jordaniano, Nasser Lwazi, afirmou que ainda não há evidências de que houve motivação política no ataque, que se seguiu a uma ácida troca de acusações entre os governos da Jordânia e de Israel. Nos próximos dias, os investigadores devem divulgar suas primeras conclusões.
‘‘Até agora não há indícios de razões políticas’’, declarou Lawzi, sem querer dar o nome inteiro do soldado Ahmed Mustafa, de 25 anos, conhecido entre os colegas como Ahmed Moussa. ‘‘Até que tenhamos os resultados completos da investigação não podemos fazer outra suposição.’’ O tiroteio aconteceu dentro de uma área do território jordaniano ao Sul da Galiléia, arrendada a Israel depois do acordo de paz entre os dois países em 1994.
O arrendamento da área, conhecida pelos israelenses como Ilha da Paz, deixou muitos jordanianos furiosos, que viram o aluguel de terras como uma perpetuação da presença do invasor israelense em seu território.
A mãe do soldado afirmou que seu filho é mentalmente doente e implorou misericórdia ao rei Hussein, que ontem condenou o atentado como ‘‘um crime muito vil’’ e prometeu fazer justiça no caso. O rei, que havia alertado o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu esta semana de que seus planos de construir milhares de casas para judeus na parte árabe da cidade sagrada de Jerusalém poderia levar ao ‘‘abismo do extremismo’’, rechaçou todas as críticas de que suas declarações inspiraram o crime.
‘‘Esse é um dia que eu preferiria não viver para ver’’, declarou o rei. Assim que soube do crime, Hussein abreviou uma viagem à Espanha e cancelou sua ida aos Estados Unidos para voltar à Jordânia. Segundo informações da imprensa local, ele planeja visitar a família das vítimas em Israel, mas ainda não há uma data fixada. Também não foi remarcada ainda sua viagem aos Estados Unidos, apesar de o compromisso continuar comfirmado para terça-feira.
O ministro disse que ainda não está decidido se o soldado será julgado em um tribunal militar ou civil na Jordânia. ‘‘Normalmente os julgamentos militares são mais rápidos’’, disse.

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