São Paulo - O soldado americano Jeremy Sivits, 24 anos, foi condenado a um ano de prisão por uma corte marcial dos EUA instalada no Iraque. O soldado reconheceu ontem sua culpa no caso das torturas e humilhações aplicadas a prisioneiros iraquianos na prisão de Abu Ghraib, perto de Bagdá (capital iraquiana), culpou seus colegas pelos atos e isentou todo o corpo superior de qualquer envolvimento com o escândalo.
Sivits também foi condenado a ser expulso das Forças Armadas por ''má conduta'' depois de cumprir sua pena de prisão. Sivits foi condenado por maltratar prisioneiros, negligenciar ordens e crueldade. Em seu testemunho, Sivits disse que sabia que estava fazendo algo errado, mas que isso não o impediu. O soldado também afirmou ter visto dois soldados americanos, um homem e uma mulher, pisoteando pés e mãos de presos iraquianos encapuzados.
Sivits, primeiro a ser julgado, reconheceu ter maltratado detentos em grupo e não ter cumprido seu dever no início de novembro do ano passado.
As autoridades do mais alto escalão dos EUA encarregadas das operações no Iraque reconheceram ontem no Senado que cometeram erros no tratamento dos prisioneiros iraquianos torturados por militares sob seu comando e advertiram que outros soldados podem ser julgados.

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