Bagdá Um soldado americano morreu e outros 14 ficaram feridos ontem em Ramadi, num atentado suicida com carro-bomba, a 100 km de Bagdá. Os três autores do ataque também morreram, segundo um novo número divulgado pelo exército americano. O atentado foi praticado ao meio-dia no quartel-geral da 82a divisão aerotransportada próximo a Ramadi.
Os camicazes aproveitaram-se de um caminhão cheio de móveis para entrar na
base. Ramadi e a cidade de Falujah são os principais centros da guerrilha antiamericana.
Uma contagem anterior anunciava a morte de três camicases destacando várias vítimas entre os soldados americanos.
Em outro aspecto do confronto, as tropas dos Estados Unidos realizaram prisões em massa entre supostos guerrilhheiros no Iraque, onde o número de soldados mortos em combate desde maio se aproxima dos 200.
Os soldados americanos prenderam na manhã de ontem três supostos membros da guerrilha e descobriram um importante esconderijo de armas durante uma operação em Tikrit, antigo feudo do ex-presidente Saddam Hussein, informou o exército.
O tenente-coronel Steven Russell, que comanda um batalhão da quarta divisão de infantaria estacionada em Tikrit, 180 km ao norte de Bagdá, afirmou que os detentos são ''peixes grandes''. ''Não estamos acostumados a capturar dirigentes dos rebeldes'', acrescentou.
Na região de Mossul, mais ao norte, um ex-comandante dos fedaines de Saddam morreu e 31 ex-oficiais da antiga milícia fiel ao ditador derrubado foram presos, informou um policial iraquiano que participou da operação.
Deserções Um porta-voz da coalizão, que não quis ser identificado, disse que ''quase 300 dos 700 membros do primeiro batalhão do novo exército iraquiano estabelecido pelos Estados Unidos podem ter desertado ou têm o paradeiro desconhecido''.
Na noite de quarta-feira, um jornalista e um fotógrafo da revista americana Time, Michael Isikoff e James Nachtwey, ficaram feridos na explosão de uma granada quando acompanhavam uma patrulha americana em Bagdá, informou ontem um médico do hospital militar americana.
Também na quarta-feira, ao sul de Bagdá, as tropas americanas e a polícia iraquiana prenderam 41 pessoas envolvidas no ataque que provocou a morte de sete agentes espanhóis em novembro.

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