O sofrimento do Papa João Paulo II é destaque em sua beatificação, com seus assessores testemunhando sobre sua longa batalha contra o mal de Parkinson e a freira francesa curada da mesma doença tendo um papel de protagonista nas cerimônias de beatificação. O Vaticano decretou que a cura inexplicável da irmã Marie Simon-Pierre foi o milagre necessário para beatificar João Paulo II. Sua história será destaque nas orações da noite de vigília de hoje (30), antes da missa de beatificação de João Paulo II amanhã (1º).

Centenas de milhares de fiéis estão se dirigindo a Roma para a beatificação, e hoje a Praça de São Pedro estava cheia de peregrinos, apesar da chuva constante. Muitos devem participar da vigília no Circo Máximo, em Roma, onde a freira irá se unir ao secretário de João Paulo II e ao seu porta-voz na realização de testemunhos sobre o falecido papa.

A vigília deve durar a noite toda, a chamada "noite branca" de orações que irá continuar em oito igrejas até as 5h30 da manhã. Às 10h, acontece a Missa de Beatificação.

A beatificação acontece apesar das críticas sobre a rapidez do processo com que João Paulo II está sendo honrado. Muitas críticas referem-se ao fato da série de escândalos sexuais de padres com crianças ocorreram durante o mandato de 27 anos de João Paulo. O cardeal Jose Saraiva Martins, o chefe aposentado do escritório de beatificação do Vaticano que preside a investigação sobre a vida de João Paulo II no processo, disse que o papa não poderia ser considerado responsável por algo que ele não sabia.

Um vídeo será mostrado na vigília do Circo Máximo focado principalmente nos meses finais da vida de João Paulo II, quando o mal de Parkinson tornou o impossibilitou de falar ou caminhar. Ele morreu em 2 de abril de 2005.

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