Lima - Quatro empresários de grandes construtoras peruanas que foram sócias da brasileira Odebrecht ficarão em prisão preventiva, acusados de subornar o ex-presidente Alejandro Toledo para realização de uma obra pública, na primeira decisão judicial a envolve executivos do país.
"Esta corte considera que existem ingredientes de perigo de fuga e obstaculização da justiça (...) É proporcional aplicar a prisão preventiva de 18 meses aos quatro investigados", afirmou o juiz Richard Concepción Carhuancho em uma audiência na madrugada desta segunda-feira (4).
Na investigação estão envolvidos três das maiores construtoras do Peru: Graña y Montero, JJ Camet e ICCGSA, que trabalharam em consórcio com a Odebrecht.
As acusações são por conluio e lavagem de ativos, e a decisão foi adotada a pedido da Procuradoria, ante um possível perigo de fuga dos acusados. Segundo a denúncia, as firmas peruanas, junto com a Odebrecht, compartilharam o pagamento de propina de US$ 20 milhões entregues ao ex-presidente Toledo (2001-2006), em troca de ganhar a licitação para construir os trechos da rodovia interoceânica, que une Peru e Brasil.

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