Cerca da metade dos países do mundo têm regimes que podem ser qualificados de democráticos, mas em apenas 28 há uma democracia plena, aponta a publicação ‘‘O Mundo em 2007’’ do The Economist, divulgada na semana passada.
  Os autores do relatório, do Economist Intelligence Unit, afirmam que 54 regimes são ‘‘democracias imperfeitas’’, o que, segundo eles, é melhor que a ausência total de democracia. Dos 85 outros Estados, 30 são considerados ‘‘regimes híbridos’’, enquanto 55 são ‘‘autoritários’’.
  O grupo das ‘‘democracias plenas’’ está dominado pelos países desenvolvidos, com exceção da Itália; mas há duas nações latino-americanas (Costa Rica e Uruguai) e uma africana: Ilhas Maurício. A lista é liderada pelos países escandinavos ou do norte da Europa: Suécia (com pontuação 9,88), Islândia, Holanda, Noruega, Dinamarca e Finlândia.
  O Brasil figura em 42º lugar no grupo de ‘‘democracias imperfeitas’’, ao lado de África do Sul (29º), Chile (30º), Itália (34º), Índia (35º) e Botsuana (36º). Outros países latino-americanos e do Caribe neste grupo são Panamá (44º), Jamaica (45º), Trinidad e Tobago (48º), México (53º), Argentina (54º), Colômbia (67º), Honduras (69º), El Salvador (70º), Paraguai (71º), Guiana (73º), República Dominicana (74º), Peru (75º), Guatemala (77º) e Bolívia (81º).
  Entre os países de regimes híbridos estão Turquia (88º), Nicarágua (89º), Equador (92º), Venezuela (93º), Rússia (102º), Haiti (109º) e Iraque (112º). No grupo de regimes autoritários há apenas um país latino-americano, Cuba (124º), mas muitos islâmicos se encaixam nesta definição, como Paquistão (113º), Jordânia (113º), Marrocos e Egito (115º), Argélia (132º), Irã (139º) e Arábia Saudita (159º).


Democracia é um regime de governo onde o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo). Para usar uma frase famosa, democracia é o ‘‘governo do povo para o povo’’. Democracia se opõe às formas de ditadura e totalitarismo, onde o poder reside em uma elite auto-eleita.


O autoritarismo pode ser definido como um comportamento em que instituição ou pessoa se excede no exercício da autoridade de que lhe foi investida. Pode ser caracterizado pelo uso do abuso de poder e da autoridade confundindo-se com o despotismo. Nas relações humanas o autoritarismo pode se manifestar da vida nacional onde um déspota ou ditador age sobre milhões de cidadãos, até a vida familiar, onde existe a dominação de uma pessoa sobre outra através do poder financeiro, econômico ou pelo terror e coação.


O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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