A Europa e o desemprego serão os grandes desafios para o Partido Socialista que, segundo o Ministério do Interior, obteve a maioria absoluta das cadeiras com seus aliados não-comunistas nas eleições legislativas de ontem na França. Dados do Ministério do Interior mostram que o Partido Socialista obteve 40,38% dos votos; o RPR (gaullista) teve 22,16%; a UDF (direita-liberal), 21,54%; a extrema direita (FN) teve 4,26%; o Partido Comunista (PCF), 3,10%; DVD (diferentes direitas), 2,66%; o PRS (centro-esquerda), 2,28%; o DGV (diferentes esquerdas), 2,39%; os ecologistas, 1,19%;. Votaram 18,6 milhões dos 25,8 milhões de eleitores franceses. As abstenções somam 27,76%.
A posição da França, uma das locomotivas da construção européia, não deverá mudar, qualquer que seja o exemplo e a continuidade dos compromissos internacionais do estado e desde que a política externa não seja questionada.
No entanto, a presença ao lado do presidente gaullista Jacques Chirac de um premier socialista, certamente o líder do partido Lionel Jospin, poderá mudar alguma coisa. Os dois campos são partidários da Europa e da passagem à moeda única em 1999. Mas podem surgir diferenças de tom na Conferência Intergovernamental (CIG) sobre a revisão do tratado de Maastricht, nos dias 16 e 17 de junho em Amsterdã, entre Chirac e seu premier.
Jospin, que condiciona a entrada no euro, reivindica ‘‘um pacto ‘‘de solidariedade e de crescimento’’ ao nível europeu. Os socialistas têm uma interpretação flexível dos critérios do euro. Se negam a partir de agora a fazer ‘‘um dogma’’ do respeito estrito ao critério dos 3% de déficits públicos em relação ao PIB.
Em consequência, a França se negará a excluir da moeda única os países que superarem alguns décimos a barreira dos 3%, isto é, Espanha e Itália. Quanto à luta contra o desemprego, que afeta mais de três milhões de franceses, isto é 12,8% da população ativa, a esquerda faz disso sua prioridade absoluta.
Os socialistas querem aumentar os salários, reduzir as horas de trabalho e criar 700.000 empregos para os jovens, metade deles no setor público.

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