São Paulo - O relatório médico do líder palestino Yasser Arafat, morto no dia 11 de novembro na França, foi entregue ontem ao seu sobrinho Nasser al Kidwa, que afirmou não haver um ''diagnóstico'' que explique a morte de Arafat.
Ele também afirmou que ''testes toxicológicos foram feitos, e não foram encontrados vestígios de venenos conhecidos pelos médicos'', derrubando a hipótese de que Arafat teria sido envenenado.
Segundo ele, o relatório médico tem 558 páginas e está acompanhado de radiografias. ''Yasser Arafat não pertence a uma pessoa ou família, mas a todo povo palestino. Vou entregar o relatório a uma comissão da Autoridade Nacional Palestina (ANP) criada para estudá-lo'', afirmou.
Há vários dias, a viúva de Arafat, Suha Tawil, 41 anos, que já obteve uma cópia do boletim, sustenta uma polêmica sobre o tema com os dirigentes palestinos, e ameaçou entrar na Justiça para impedir a divulgação do boletim médico.
A entrega do boletim médico ao sobrinho do líder palestino foi decidida pelas autoridades francesas após o impasse criado com o governo palestino, que havia designado uma delegação para ir a França reivindicar o documento.
A lei francesa determina que apenas os familiares do paciente podem ter acesso às informações médicas. Al Kidwa foi considerado um familiar bastante próximo de Arafat pelas autoridades da França, e por isso teve acesso ao relatório.

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