Em meio a barracas de acampamento, fogueiras e crianças gritando, um grupo de religiosos reuniu dezenas de pessoas que estão morando na periferia da cidade devastada para rezar pelos entes queridos. Cada uma das 6.000 pessoas acampadas num campo de esporte na periferia de Santa Tecla e outras milhares que estão em outras áreas de El Salvador têm uma história de tragédia e dor para contar. Mas também têm muitas preocupações, particularmente com a saúde dos filhos, em especial com aqueles que foram obrigados a dormir ao ar livre, sem sequer um colchão.
As autoridades fizeram quarta-feira um novo apelo por doações, incluindo na lista de prioridades colchões, comida e remédios.
Os médicos estão preocupados principalmente em deter a propagação de enfermidades gastrointestinais e respiratórias.
Os psicológos também estão preocupados com a saúde mental das crianças que perderam tudo, mas que ainda não compreendem totalmente o que aconteceu.
‘‘Minha mãe ainda não voltou’’, diz Carla Saraia, de 8 anos, que perdeu a mãe e a irmã de 3 anos de idade na tragédia.
Enquanto as pessoas que perderam os lares passaram a quinta noite ao ar livre, voluntários continuavam escavando em meio aos desabamentos em Santa Tecla.

mockup