Angustiados com as constantes e fortes réplicas do terremoto da terça-feira passada, os habitantes da região central de El Salvador continuavam ontem ao relento, sem água potável e com uma séria escassez de alimentos e medicamentos. O tremor de 6,1 graus na escala aberta de Richter, o segundo que abala o país no período de um mês, afetou principalmente os departamentos centrais de Cuscatlán, La Paz e San Vicente e deixou um balanço de 283 mortos, 2.937 feridos, 173.356 desabrigados e 36.379 casas destruídas ou seriamente danificadas, segundo o último informe oficial.
Três dias depois do terremoto, as fortes réplicas mantinham o estado de alarme entre as populações afetadas, ante a ameaça de novos deslizamentos de morros ou que terminem de cair as construções que ficaram de pé.
Milhares de pessoas passaram a noite em ruas e parques ou junto aos escombros de suas antigas moradias, temendo que possa ocorrer outro violento terremoto, como os de 13 de janeiro e 13 de fevereiro, que devastaram o país.
Adicionalmente, a angústia crescia pela carência de alimentos e de serviços básicos.
‘‘Por favor, mandem água, estamos morrendo de sede!’’ Este grito de um homem, captado por um órgão de comunicação local, resume a angústia de dezenas de milhares de pessoas.
As lamentações dos moradores pela falta de alimentos e pela deficiente distribuição da ajuda enviada pelo governo se multiplicam.

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