Os sobreviventes do sequestro de 16 turistas no Iêmen asseguram que todos estavam vivos quando as forças iemenitas atacaram para tentar libertá-los, enquanto os diplomatas se referiam a esta operação como um ‘‘fiasco total’’. Segundo o primeiro-ministro iemenita Abdel Karim al-Iryani em uma mensagem de condolências a seu colega inglês Tony Blair, as forças iemenitas atacaram quando os sequestradores, integristas muçulmanos, haviam começado a matar os reféns. Os sobreviventes estão dispostos a publicar um comunicado dando sua própria versão dos fatos que culminaram com a morte de três britânicos e um austríaco, enquanto uma norte-americana ficou ferida.
Quatro reféns libertados declararam que os 16 turistas estavam vivos quando ocorreu o assalto e que os sequestradores os utilizaram como ‘‘escudos humanos’’. Segundo um dos sobreviventes, os disparos de obuses e morteiros e as balas caíram por todas as partes em torno dos reféns e as forças de ordem pareciam disparar sem controle.
Um diplomata assegurou que as explicações das autoridades iemenitas eram confusas e que a versão oficial estava mudando a toda hora.
David Pearce, o cônsul geral da Grã-Bretanha em Aden, afirmou que a situação continuava muito confusa e prestou homenagem ao valor e dignidade dos reféns.
Por outra parte, fontes diplomáticas indicaram que membros do FBI norte-americanos estão sendo esperados para dar início à investigação do incidente, uma vez que os sequestradores eram extremistas islamitas que poderiam estar envolvidos com o multimilionário terrorista Usama Ben Laden, refugiado no Afeganistão.
A professora britânica Sue Mattock foi um dos 15 turistas ocidentais utilizados na terça-feira passada como escudos humanos por seus sequestradores durante o ataque das forças de segurança iemenitas. ‘‘Obuses e balas explodiam ao nosso redor. Tínhamos certeza de que íamos morrer se não obedecêssemos a eles e, por mais estranho que pareça, permanecemos imóveis’’, relatou a sobrevivente à AFP. ‘‘De vez em quando, eles gritavam Alá Akbar (Deus é grande) e um deles sorriu para mim e me disse para não ter medo, pois iam atirar por cima de nossas cabeças’’.
Mas só se complicaram quando os sequestradores ouviram explosões e pressentiram a aproximação dos soldados. Os reféns foram divididos em dois grupos de cinco e onze pessoas e dois membros de cada grupo acabaram morrendo no caos que ocorreu em seguida.France PresseTrês dos turistas que escaparam do sequestro no Iêmen apresentam sua versão sobre a drama que viveramFrance Presse

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