Sobrevivente relata horrores
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terça-feira, 19 de agosto de 2003
France Presse 
O diretor da Agência da ONU encarregada da eliminação de minas, Martin Barber, acabava de iniciar sua coletiva de imprensa na tarde de ontem quando se escutou uma enorme explosão, contou à AFP Muna Naim, repórter do jornal francês Le Monde. ''Eram 16h30 no horário local quando ouvi uma explosão tão forte que achei que tinha acontecido dentro do edifício. Tudo caiu: o teto, os vidros, as vigas metálicas'', explicou. ''A eletricidade foi cortada. Nós nos vimos cobertos de pó e não enxergávamos nada. Encontrei na mesma sala que eu uma pessoa ferida no rosto e no olho'', acrescentou.
A jornalista francesa saiu com dificuldade da sala localizada no primeiro andar do prédio. ''Não sabíamos sobre o que estávamos andando. O corredor da entrada estava totalmente destruído'', disse. ''No lado de fora, havia uma verdadeira carniçaria. Começaram a retirar as vítimas. Algumas estavam muito feridas nos ombros, nas costas, na nuca, no tórax... Havia muitas mulheres'', acrescentou.
O exército norte-americano e serviços de resgate da ONU chegaram rapidamente ao local. ''As mulheres choravam e tremiam. Muitos permaneceram calmos, e outros gritavam em busca de amigos e colegas. Todos cuidavam uns dos outros. A ajuda entre as pessoas foi incrível'', relatou.


