Curitiba - O paranaense Wagner Roberto Adolfato Sousa, 25 anos, um dos dois brasileiros que sobreviveram ao acidente de avião no Peru, tem se esforçado para esquecer a cena que viu logo que conseguiu sair da aeronave ainda em chamas os vários corpos mutilados espalhados pelo pântano. Já a lembrança que quer guardar para sempre na memória é das pessoas que o ajudaram.
Wagner conversou com a imprensa pela primeira vez depois de sua chegada Brasil, na tarde de ontem, no Hospital Evangélico, em Curitiba, onde está internado para dar sequência ao tratamento das queimaduras. Esbanjando otimismo e alegria por ter sobrevivido, disse ter certeza de que não ficará com sequelas físicas por causa dos ferimentos e, por isso, também não quer ''alimentar sequelas psicológicas'' como o medo de voltar a voar. ''Apesar de tudo o que aconteceu, as estatísticas mostram que o avião é o veículo de transporte mais seguro'', afirmou.
Sobre o acidente, Wagner contou que o momento mais difícil foi o da explosão. A única reação que teve foi de proteger o rosto com os braços ao ver a ''bola de fogo'' vindo em sua direção. ''Eu vi a morte de frente'', disse.

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