Sobe para 76 número de mortos em tremor
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Folhapress 
São Paulo - A ministra da polícia neozelandesa, Judith Collins, afirmou ontem que subiu para 76 o número de vítimas deixadas pelo tremor de magnitude 6,3 que atingiu Christchurch, a segunda maior cidade da Nova Zelândia. ''Temos 76 corpos no necrotério neste momento'', afirmou.
Mais cedo, o primeiro-ministro John Key disse que o país deveria se preparar para um aumento no total de mortos, enquanto vários países enviaram auxílio às missões de resgate no país, que buscam mais de 300 desaparecidos desde o terremoto de terça-feira (noite de segunda-feira em Brasília) que devastou a cidade de Christchurch.
O terremoto de magnitude 6,3 ocorreu a apenas 5 quilômetros da cidade e a uma profundidade de 4 km - o que tornou seus efeitos mais devastadores. Muitos prédios desmoronaram, incluindo a sede da TV local, e vários outros estão sob ameaça de ruir a qualquer momento.
As autoridades se esforçam ainda para retomar os serviços essenciais. O conselho municipal aponta que 80% da cidade não tem água corrente e pediu aos moradores que não abusem dos banhos e que coletem água da chuva. Já a energia elétrica voltou para apenas 60% das casas. As estradas também foram muito atingidas e ao menos 18 pontes continuam fechadas.
Os esforços de resgate foram cancelados na sede da Canterbury Television (CTV), onde há um número desconhecido de pessoas - que poderia chegar a dezenas. ''Não acreditamos que agora é possível sobreviver nesse local'', afirmou o comandante das operações da polícia, inspetor Dave Lawry, acrescentando que a parte do prédio que continua de pé corre o risco de cair, enfraquecida por réplicas do tremor e incêndios.
O prefeito de Christchurch, Bob Parker, disse que a cidade enfrenta decisões difíceis na reconstrução, mas que não será abandonada. ''Nós teremos que nivelar quarteirões inteiros em algumas áreas''. Centenas de pessoas fazem fila em supermercados para comprar suprimentos. O terremoto foi considerado o pior desastre natural da Nova Zelândia em 80 anos e o prejuízo pode chegar a US$ 12 bilhões.


