France PressMissa em frente a igreja destruída em PueblaSobe para 23 número
de mortos no México
São 23 os mortos pelo terremoto de 6,7 graus na escala Richter que atingiu anteontem uma extensa área do centro e sul do México, segundo informações dos serviços de socorro. O número de vítimas aumentou em Puebla, onde um comunicado do Ministério do Governo informou a existência de 11 mortos, mas organizações de resgate afirmam que outras oito pessoas foram acrescentadas à lista. Segundo o mesmo informe, duas pessoas morreram de parada cardíaca na capital mexicana, uma outra em Veracruz, na costa do Golfo do México, e mais uma em Guerrero, no litoral pacífico. Além das mortes, os danos nos edifícios do centro histórico da cidade de Puebla - designada patrimônio da humanidade pela Unesco - , principalmente pertencentes à Igreja Católica, são incalculáveis.
Rebeldes prometem
novas libertações
O arcebispo católico da Colômbia uniu-se aos parentes de reféns nesta quarta-feira para denunciar a libertação gradual de cativos pelas guerrilhas esquerdistas do país. ‘‘Eles querem fazer dinheiro ao preço da dor e sofrimento dos reféns’’, disse o arcebispo de Cali, reverendo Isaias Duarte Cancino, sobre os guerrilheiros em entrevista coletiva. O rebelde Exército de Libertação Nacional (ELN) libertou anteontem à noite 33 pessoas capturadas em 30 de maio durante uma missa em um bairro residencial de Cáli, mas 20 fiéis ainda são mantidos como reféns. Membros da comissão mista que recebeu os reféns libertados em um vilarejo nas montanhas ao sul da cidade disseram que o ELN prometeu libertar outro grupo de cativos, provavelmente amanhã - estes sequestrados em 12 de abril durante vôo doméstico da companhia aérea Avianca.
Ehud Barak já tem
condições de maioria
O premier eleito israelense, Ehud Barak, se achava em condições nesta quarta-feira de formar o amplo gabinete capaz de superar os obstáculos para uma aliança com os partidos religiosos. Um mês depois das eleições, sua paciência deu frutos: Arie Deri, chefe do poderoso partido ultraortodoxo sefaradi Shass (17 deputados sobre 120), renunciou a dirigir seu movimento em consequência de sua condenação por um tribunal por corrupção. O rabino Ovadia Yossef, guia espiritual e máxima autoridade do Shass, já aprovou a renúncia. O rabino Yossef aprovou a participação no governo trabalhista, embora tenha sido aliado privilegiado do governo de Benjamin Netanyahu. Yossef se opõe ao ideal do Grande Israel, assinalando que ‘‘a vida humana vale mais do que a terra, por mais sagrada que esta seja’’. Esta posição moderada, oculta durante os últimos anos, faz do Shass um parceiro cômodo para os trabalhistas em relação a um acordo de paz com os árabes. Os trabalhistas esperam que a adesão do Shass ao governo arraste os outros partidos religiosos que ainda temem dar este passo.
Ex-general Oviedo pode
ir para África do Sul
O ex-general paraguaio Lino César Oviedo, atualmente exilado na Argentina, pode se mudar para a África do Sul. A informação foi dada anteontem em Assunção pelo ministro do Interior do Paraguai Walter Bower. Oviedo fugiu de seu país no dia 28 de março após a renúncia do presidente Raúl cubas, seu aliado e protetor. Oviedo viajou para a Argentina para fugir ao cumprimento de uma pena de 10 anos de cadeia por tentativa de golpe militar em 96. O ex-general também é apontado como um dos autores intelectuais da morte do vice-presidente paraguaio, Luis María Argaña, assassinado em 23 de março.

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