Sobe para 16 o número de mortos em Paris
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 05 de setembro de 2005
Folhapress 
São Paulo - Três adolescentes confessaram terem sido autoras do incêndio que destruiu parcialmente um prédio de 18 andares na cidade de L'Ha-Les-Roses, nos arredores da capital Paris, na madrugada de domingo. O número de mortos subiu ontem para 16, com a morte de um homem que estava internado em um hospital, e não resistiu aos ferimentos, informou a polícia.
As três adolescentes foram levadas para interrogatório na noite de domingo, após terem sido denunciadas por testemunhas, e confessaram ter iniciado o fogo. Duas das suspeitas têm 18 anos, e a terceira 16. A polícia não divulgou o nome das acusadas.
Segundo investigações preliminares, o fogo começou no térreo do prédio que, segundo moradores, estava em bom estado de conservação e seguia as normas de segurança. Alguns moradores pularam das janelas do prédio, depois que fogo tomou toda a entrada do edifício. A maioria das vítimas perdeu a vida por asfixia já que a fumaça se propagou rapidamente por todo o edifício.
Autoridades francesas agora consideram que o incêndio ocorrido em 25 de agosto último em Paris que matou 14 crianças africanas e três adultos possa ter tido também razões criminosas. Cinco dias depois, um outro incêndio ocorreu em um prédio que abrigava várias famílias de africanos, também na capital francesa. Sete pessoas entre elas quatro crianças, foram mortas.
Em entrevista a uma rede de TV francesa no domingo, o ministro do Interior Nicolas Sarkozy afirmou que as notícias sobre os incêndios ''podem ter dado idéias às pessoas, para cometerem crimes''. Ele afirmou que os responsáveis serão ''severamente punidos'' pela Justiça.
Em resposta à série de incêndios, o governo anunciou planos para construir novos edifícios voltados à população carente em Paris. Sarkozy ordenou que todos os edifícios considerados ''perigosos'' fossem esvaziados. A remoção dos moradores começou na semana passada.


