São Paulo - O ministério egípcio da Saúde confirmou a morte de mais três manifestantes ontem durante os confrontos com as forças de segurança no Centro de Cairo, elevando para ao menos 14 o saldo de mortos nos protestos dos últimos quatro dias.
Já de acordo com o médico Ahmed Saad, de um hospital próximo à Praça Tahrir, epicentro dos confrontos, seis pessoas morreram nos atos de violências de ontem, todas por ferimentos com armas de fogo.
De acordo com a televisão egípcia, além de elevar o número de mortos desde sexta-feira, o subsecretário de Saúde, Adel Adaui, afirmou que 201 pessoas ficaram feridas no domingo. A estimativa é de que mais de 500 pessoas tenham sofrido ferimentos nos últimos quatro dias.
Os confrontos se intensificaram desde a última sexta-feira nas proximidades da Praça Tahrir, próximo à sede do Conselho de Ministros e ao Parlamento, local que também foi o centro de protestos do levante popular que levou à queda do ex-ditador Hosni Mubarak, em fevereiro.
As forças de segurança têm reprimido com violência os protestos populares que pedem a transferência imediata do poder para um governo civil. Desde a queda de Mubarak, uma junta militar governa o país.
Uma fonte das equipes de segurança disse que os enfrentamentos entre manifestantes e a polícia continuaram ontem e que a polícia contou com reforço de efetivos dos serviços da Segurança Central.
De acordo com a fonte, os participantes do protesto lançaram pedras contra os agentes de segurança. Entretanto, o ativista Saad Zaglul, presente no local, afirmou que a polícia militar e os membros da Segurança Central atacaram os manifestantes com pedras e balas de borracha.
Zaglul destacou que muitas pessoas se uniram ao protesto após verem as fotografias e vídeos da repressão contra os manifestantes. ''Nós pedimos a saída do Conselho Supremo das Forças Armadas e a entrega do poder aos civis'', disse o ativista. Os generais do governo classificaram os confrontos dos últimos dias como parte de uma ''conspiração'' contra o Egito.

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