Sob pressão, Paquistão pode enfrentar reação civil
O Paquistão não demorou a ceder às pressões dos Estados Unidos e abriu seu espaço aéreo para ações militares norte-americanas. Com isso, Washington tem carta branca para chegar ao coração do regime do Taleban pelos 2.430 quilômetros de fronteiras paquistanesas com o Afeganistão.
Os Estados Unidos querem cooperação para fechar o cerco ao milionário saudita Osama bin Laden considerado principal suspeito dos atentados , que está sob guarida da milícia do Taleban.
O que deve preocupar o presidente Pervez Musharraf, no entanto, é que muitos paquistaneses são simpatizantes do Taleban devido à ideologia religiosa islâmica. Com a abertura do espaço aéreo, que sinaliza apoio aos EUA contra o Afeganistão, o Paquistão corre o risco de forte reação civil nos próximos dias.
Segundo as autoridades do Paquistão, os norte-americanos não pedirão autorização para instalar tropas no país, e os militares paquistaneses não participarão de qualquer ataque contra o Afeganistão, apesar das autoridades do Paquistão terem se comprometido a combater o terrorismo no mundo, ao lado da comunidade internacional.
Um dia após os atentados, o presidente paquistanês já havia manifestado publicamente seu apoio formal à luta antiterrorismo proclamada pelos EUA. Mas não foi considerada o bastante para os EUA, que prometeram vingar suas mortes.
O Taleban tem negado envolvimento com os atentados terroristas e comunicou que entrega Bin Laden caso os EUA comprovem seu envolvimento com os ataques a Nova York e Washington. (Agência Folha)





