Recuperar os cadáveres dos 118 tripulantes do submarino ‘‘Kursk’’ pode levar semanas ou meses, ou mesmo ser ‘‘impossível’’, estimaram ontem a televisão russa RTR e a empresa Stolt, que efetuou as operações de socorro do submarino por conta do governo norueguês.
Os especialistas russos e noruegueses prosseguiram ontem suas discussões para decidir as modalidades da operação de recuperação dos corpos, informou o correspondente da televisão no navio de comando da Frota russa no mar de Barents.
Também ontem em Oslo, um porta-voz da empresa Stolt Offshore, dona do navio ‘‘Seaway Eagle’’, contratado pelo governo norueguês para as operações de socorro, disse que recuperar os corpos pode ser ‘‘impossível’’ devido à natureza e às condições do submarino nuclear russo.
Julian Thompson, porta-voz da Stolt, disse que ‘‘o submarino náufrago é muito perigoso devido às munições e aos reatores nucleares, que podem explodir’’.
Uma operação de recuperação dos corpos dos 118 marinheiros do ‘‘Kursk’’ ‘‘pode ser impossível’’, informou o porta-voz, mas adiantando que a Stolt Offshore fará ‘‘todo o possível’’ para atender aos pedidos russos.
Thompson ressaltou, contudo, que as autoridades russas ainda não tinham solicitado à Stolt Offshore uma eventual participação em operações para resgatar os corpos.
Em relação a esses trabalhos, a televisão disse que os mergulhadores terão que estudar durante um mês outro submarino nuclear russo, o ‘‘Oriol’’, do mesmo tipo do ‘‘Kursk’’, para decidir a melhor maneira de entrar para retirar os corpos, sem dúvida abrindo um buraco no submarino.
Outra possibilidade prevista pelos russos, segundo a televisão, é solicitar os serviços dos Estados Unidos, que dispõem de material capaz de trazer o ‘‘Kursk’’ à superfície.

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