O acordo de Kioto não desmobilizou os países ricos do Grupo dos Oito (G8), que afirmaram ontem, em Leeds Castle (Kent, Grã-Bretanha), que agora é necessário passar das palavras para os atos e aplicar o protocolo aprovado em dezembro passado, no Japão, para reduzir as emissões de gás, que causam o efeito estufa.
As mudanças climáticas continuam sendo ‘‘a maior ameaça para o desenvolvimento sustentável do mundo, a saúde pública e a prosperidade futura’’, afirmaram os oito ministros.
Acusados pelos países em desenvolvimento de serem os que primeiro causam a poluição, os países ricos se dizem ‘‘conscientes’’ de sua responsabilidade, e, por isso, se empenharão numa ação imediata de redução dos citados gases.
No momento em que se começa a evocar uma próxima conferência sobre mudanças climáticas (em novembro, em Buenos Aires) e diante da falta de progressos sensíveis, o G8 parece querer dar novos passos em relação aos temas tratados em Kioto. O objetivo é colocar em andamento os delicados ‘‘mecanismos de flexibilidade’’ preconizados pelos norte-americanos, em particular o comércio internacional das emissões, ‘‘a aplicação conjunta’’ e o ‘‘mecanismo de desenvolvimento limpo’’, e o financiamento da ajuda aos países do Terceiro Mundo.

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