As ameaças de um ataque norte-americano para eliminar as armas químicas e bacteriológicas do Iraque suscitam os temores e as dúvidas da comunidade científica sobre os meios de destruição de que estão dotados os Estados Unidos e os riscos de disseminação de resíduos tóxicos na atmosfera.
A maior dúvida é se as novas bombas norte-americanas, aperfeiçoadas depois da guerra do Golfo, destruirão as reservas de armas bacteriológicas e químicas. Também não se sabe se os agentes que se quer atacar poderão se disseminar pela atmosfera e provocar vítimas e áreas não aptas para a utilização agrícola durante muito tempo.
Existem várias incógnitas por causa do segredo imposto sobre a questão para que os cientistas possam se pronunciar a respeito, observou um deles.
Não se sabe muita coisa sobre a capacidade real das novas armas. Dizem que são capazes de perfurar camadas de cimento entre 3 e 5 m de espessura, guiadas até seus objetivos pelo sistema de satélites GPS (Global Positionning System) ou por lasers.
Mas parece difícil que essas bombas possam atingir uma profundidade onde teoricamente estão os alvos que se quer atacar.

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