Situação assimila decisão pró-Oviedo
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segunda-feira, 30 de março de 1998
Edwin Britez Especial para a Folha 
Arquivo FolhaFavoritoOviedo lidera corrida sucessória, mas ainda espera pronunciamento sobre pena por insubordinação A Corte Suprema de Justiça do Paraguai confirmou no fim da semana passada a chapa Lino Oviedo-Raul Cubas como candidatos a presidente e vice da República pelo Partido Colorado, para as eleições de 10 de maio. A confirmação veio como recusa a recurso apresentado pelo movimento liderado por Luís María Arga¤a, presidente colorado, que foi derrotado por Oviedo nas eleições primárias de seu partido.
Entretanto, não foi uma vitória completa para Oviedo, pois ainda está pendente naquela Corte a decisão da apelação e anulação pleiteada pelo general Oviedo contra a sentença do Tribunal Militar Extraordinário, que o condena a 10 anos de prisão por rebelião contra o presidente da República e comandante em chefe das Forças Armadas, Juan Carlos Wasmosy, em abril de 1996.
Caso a sentença do tribunal militar seja confirmada, Lino Oviedo estará inabilitado como candidato do partido do governo e será substituído na chapa pelo candidato a vice, Raúl Cubas Grau, um empresário muito ligado ao regime ditatorial de Alfredo Stroessner, hoje exilado no Brasil.
Não obstante, no momento a dupla Oviedo-Cubas segue firme para as eleições gerais. Cinco ministros, dos nove, votaram pela recusa da ação de inconstitucionalidade promovida pelo arga¤ismo contra a resolução do Tribunal Superior de Justiça Eleitoral, que havia ordenado a inscrição da dupla Oviedo-Cubas.
Esta era uma das ações pendentes mais importantes sobre a questão eleitoral e o caso Oviedo. A sentença da sexta-feira foi repudiada pelos representantes do movimento liderado por Luís María Arga¤a, ex-presidente da Corte Suprema durante a ditadura de Stroessner. Entretanto, porta-vozes da presidência da República afirmaram que a sentença deve ser respeitada.
O ministro do Interior Raúl Garcete disse que os militares não têm por que opinar, ao ser questionado sobre um suposto mal-estar na caserna provocado pela decisão do tribunal máximo da República.
Por sua parte representantes da oposicionista Alianza Democrática, que lançou a candidatura de Domingo Laíno à presidência da República, afirmam que com esta determinação fica mais claro o panorama das eleições e, ainda que não se saiba o que acontecerá com a candidatura de Oviedo, pelo menos se sabe contra quem a oposição deve competir no momento.


