Síria tem dia sangrento com pelo menos 70 mortos
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sexta-feira, 22 de abril de 2011
<br> Folhapress <br> 
São Paulo - Os Estados Unidos pediram ontem que o governo sírio interrompa o uso da violência contra manifestantes e pediram que Damasco implemente as reformas prometidas. O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, conversou com jornalistas durante voo do presidente Barack Obama entre a Califórnia e Washington, e disse que nós condenamos o uso da violência. Ele pediu que o governo sírio interrompa e desista do uso de violência contra manifestantes e implemente as reformas prometidas.
A posição americana ocorre no dia em que forças de segurança sírias atiraram contra dezenas de manifestantes no dia mais sangrento em um mês de crescentes protestos contra o presidente sírio, Bashar al Assad. Ao menos 70 pessoas morreram vítimas de disparos das forças de segurança contra opositores ao regime que foram às ruas ontem, relataram testemunhas e militantes dos direitos humanos.
Os protestos ocorrem apesar da decisão de Al Assad de derrubar o estado de emergência, em vigor no país há quase cinco décadas, e abolir os tribunais de segurança estaduais que operavam fora do sistema judiciário normal para julgar pessoas consideradas dissidentes.
Segundo o ativista Ammar Qurabi, maioria dos mortos foi baleada, e alguns outros morreram após inalarem gás lacrimogêneo. Segundo testemunhas, ao menos 14 pessoas morreram na localidade de Ezreh, na província de Deraa (ao sul de Damasco), epicentro dos protestos contra o regime. Uma pessoa morreu em Hirak, também na província de Deraa, e outras nove morreram em Duma, 15 quilômetros ao norte de Damasco.
Outras duas pessoas morreram em Barzeh, uma em Harasta e três em Maadamiya -localidades da periferia de Damasco. Mais dois foram mortos em Hama, 210 quilômetros ao norte de Damasco, dois em Latakia -o principal porto do país, localizado a 350 km a noroeste de Damasco- e quatro na cidade de Homs (centro).


