Damasco - O ministro sírio da Informação, Adnán Omrán, afirmou ontem que seu país se ‘‘opõe completamente’’ a um eventual ataque norte-americano contra o Iraque, segundo declarou em um encontro com jornalistas. ‘‘É possível um ataque mas espero que a razão e a sabedoria prevaleçam’’ indicou Omrán, afirmando que ‘‘todos os árabes se opõem completamente a qualquer ato agressivo contra o Iraque’’.
  Segundo o ministro sírio, ‘‘a comunidade internacional é unânime: se opõe a tal ataque (...) que viola a Carta Magna da ONU e as regras do direito internacional’’.
  Omrán chamou de ‘‘insignificantes’’ os pretextos apresentados pelos Estados Unidos para um ataque, entre outros o de impedir o Iraque de possuir armas de destruição em massa.
Bombardeio - Um ataque aéreo norte-americano e britânico contra instalações civis em Basorá (Sul) matou ontem oito pessoas e feriu outras nove, anunciou um porta-voz militar em Bagdá. ‘‘Os norte-americanos e os britânicos cometeram outro crime odioso contra nosso povo orgulhoso e resistente, quando seus aviões de combate bombardearam instalações civis na província de Basorá (500 km ao sul de Bagdá)’’, declarou o porta-voz, citado pela agência oficial INA.
  Segundo o Iraque, os ataques aéreos britânico-norte-americanos causaram a morte de 1.492 iraquianos desde 1991.
Irã endurece - O Irã, apesar de suas divergências com Bagdá, endureceu sua oposição a um eventual ataque norte-americano ao Iraque e afirmou, por intermédio do chefe de sua diplomacia, que não pode adotar uma posição de neutralidade neste assunto.
  O ministro iraniano de Relações Exteriores, Kamal Kharazi, assinalou na véspera que a posição de seu país não pode ser qualificada de ‘‘neutra’’.
  Em suas declarações, o chanceler Kharazi lembrou que o ‘‘Irã anunciou sua oposição a uma ação unilateral norte-americana’’ no Iraque, assinalando que cabe ao povo iraquiano, que ‘‘já sofreu muito’’, escolher seus dirigentes.

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