Doha - O ministro de Relações Exteriores sírio, Walid al Mualem, partiu nesta segunda-feira do Qatar sem dar uma resposta ao plano da Liga Árabe para deter a violência na Síria, onde a Otan descarta intervir militarmente.
O plano árabe prevê o ''cessar imediato'' da violência e a ''retirada dos tanques'' para ''transmitir uma mensagem tranquilizadora às ruas da Síria'', explicou à AFP o chefe da organização, Nabil al Arabi. Mas as forças de segurança continuaram com sua repressão sangrenta, matando sete civis e um desertor do exército.
O plano árabe também estipula ''o início no Cairo de um diálogo nacional entre todos os componentes da oposição e do regime'', esclareceu Arabi, que partiu do Qatar à tarde, segundo um membro de sua delegação. A delegação síria também deixou Doha ''sem dar uma reposta'' ao plano árabe, segundo a emissora de televisão via satélite Al Jazeera, sediada no Qatar.
O regime sírio, que atribui a violência a ''grupos terroristas'', reprime os protestos sem dar trégua. Mais de 3.000 pessoas morreram desde 15 de março, segundo a ONU. A elaboração de uma nova Constituição era uma das principais reivindicações da oposição no início da revolta em 15 de março, mas agora exige a renúncia de Assad.

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