France Presse
De Beirute
A Síria e o Líbano mantiveram contatos ontem, para reativar o acordo de abril de 1996 e coordenar suas posições a fim de fazer fracassar as tentativas de Israel no sentido de modificar este acordo, anunciaram fontes oficiais libanesas.
O primeiro-ministro libanês, Salim Hoss, falou por telefone com o ministro sírio das Relações Exteriores, Faruk Al Shara, um dia depois do boicote israelense a uma reunião do comitê de vigilância do cessar-fogo no sul do Líbano, que se encarrega da aplicação do acordo de 1996, informou a fonte.
‘‘Os pontos de vista coincidiam sobre os meios de fazer frente às tentativas israelenses de modificar estes acordos e criar novas regras (de compromisso militar)’’, disse.
Israel pediu sexta-feira à Síria que freie o Hezbollah xiita libanês, a quem reponsabiliza pelo recrudescimento da tensão na região. Os radicais xiitas são apoiados por Damasco, que exerce uma influência preponderante no Líbano.
Israel boicotou, na sexta-feira, uma reunião do comitê de vigilância – Estados Unidos, França, Israel, Síria e Líbano –, acusando o Hezbollah de ter violado o acordo de 1996, ao matar um militar israelense, disparando a partir de regiões habitadas.
O primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, prometeu vingar a morte do soldado com ‘‘ataques dolorosos em território libanês’’.
Fontes do serviço de segurança no Sul do Líbano informaram ontem, em Saida, que duas posições israelenses foram alvo de disparos limitados que não deixaram vítimas.

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