Organizada pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), foi aberta ontem pela manhã a conferência hemisférica destinada a analisar crimes cometidos contra jornalistas. De acordo com informações da SIP, nos últimos sete anos 160 jornalistas foram assassinados nas Américas, no exercício da profissão. O mais surpreendente, porém, segundo investigações feitas sobre o assunto, é que na maioria dos casos não houve castigo para os responsáveis. Daí o nome escolhido para o encontro: ‘‘Crimes Sem Punição Contra Jornalistas’’.
Planejado na forma de um tribunal, com testemunhas e juízes, a conferência começou com a análise de seis casos de assassinato ocorridos no México, Colômbia e Guatemala. Segundo o jornalista argentino Ricardo Trotti a escolha foi motivada por três fatores - são casos exemplares, ocorridos em países onde os crimes contra a liberdade de expressão atingem níveis elevados e nos quais a impunidade predomina. Na opinião de Trotti, vencedor do Grande Prêmio de Liberdade de Imprensa da SIP em 1991, a falta de punição para esses crimes atenta contra a liberdade de expressão e a democracia.

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