Agência Estado
Cidade do Vaticano

France PresseEcoUm índio americano, da região amazônica, le seu discurso na Basílica de São Pedro, no Vaticano, durante o encerramento do Sínodo dos Bispos da América. O Papa João Paulo II participou da solenidade e deverá ir ao México para apresentar as conclusões do conclave no próximo ano.‘‘O grito dos pobres (que existem em grande número também na América do Norte) foi ouvido com particular atenção’’, segundo o texto final do Sínodo dos Bispos da América, que se realizou, no Vaticano, por 26 dias, que convoca todos os católicos para uma nova conversão e um empenho contra as injustiças.
Entre as orientações finais do Sínodo dos Bispos da América está a reafirmação da defesa da virgindade antes do casamento. Mesmo reconhecendo que as famílias são diferentes nos vários países, os participantes do sínodo reforçaram a orientação, segundo monsenhor Dario Castrillon Hoyos, da Colômbia, um dos presidentes da assembléia.
Na mensagem, foram indicados os principais temas e problemas (internos e externos) da Igreja discutidos pelos religiosos na presença constante do papa João Paulo II. A pobreza e a desigualdade social, questões econômicas como a globalização e a dívida externa, as dificuldades em que vivem migrantes, jovens, mulheres, menores, índios e negros, além da nova evangelização, da crise das vocações e dos ‘‘movimentos religiosos independentes’’.
Os bispos prepararam 76 propostas concretas para enfrentar os problemas principais. Mantidas em segredo, elas serão entregues ao papa, que encerrou, ontem, oficialmente o sínodo. Com base nessas sugestões, o papa vai preparar o documento final, a ‘‘exortação apostólica’’, que será divulgado só em 1998, durante a viagem ao México.

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