Sinais de guerra aumentam no Golfo
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quinta-feira, 06 de fevereiro de 2003
France Presse 
Cidade do Kuwait - A criação de uma zona militar fechada no Norte do Kuweit, na fronteira com o Iraque, e a partida de funcionários diplomáticos de Bagdá indicam a iminência de uma guerra na região do Golfo Pérsico.
Todas as regiões situadas no Norte do Kuwait, em frente ao Iraque, ''serão declaradas zonas militares fechadas a partir de 15 de fevereiro'', anunciou anteontem o exército do Kuwait, onde estão concentrados 35 mil soldados americanos, na perspectiva de uma intervenção miliar.
Por outra parte, duas importantes escolas americanas no Kuwait decidiram fechar suas portas até 22 de março, por motivos de segurança, informaram fontes diplomáticas.
O Kuwait é a principal cabeça-de-ponte da mobilização militar dos Estados Unidos, que não parou de se ampliar nos últimos dias: um terceiro porta-aviões americano, o Abraham Lincoln, e sua escolta naval chegaram domingo ao Mar de Omã, elevando o número de aviões de combate dos EUA na região a mais de 300.
Um quarto porta-aviões, o Theodore Roosevelt, deve zarpar para o Mediterrâneo esta semana e outros dois, o Kitty Hawk e o George Washington, têm ordem de estar prontos para zarpar se for necessário.O mesmo número de porta-aviões foi utilizado pelos Estados Unidos durante a Guerra do Golfo, em 1991.
Vários indícios da iminência de um conflito apareceram nos últimos dias no terreno militar. Fontes curdas informaram terça-feira que três pistas de pouso situadas no Curdistão iraquiano foram postas em condições de funcionamento a pedido dos Estados Unidos.
Segundo dirigentes curdos que pediram para manter o anonimato, as três pistas se situam nas imediações das principais cidades do território curdo: Erbil, Dohuk e Suleimaniyah.
Enquanto a pressão sobre o Iraque continua aumentando, os diplomatas e cidadãos estrangeiros são aconselhados a abandonar a região.
A embaixada dos Estados Unidos no Kuwait aconselhou seus concidadãos a abandonar o emirado e três diplomatas poloneses representantes dos interesses americanos em Bagdá deveriam partir do Iraque ontem.
Em Israel, o exército aumentou o número de seus aviões em estado de alerta permanente para fazer frente a ''qualquer eventualidade'', informou o comandante da força aérea, o general Dan Halutz.


